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Na mitologia grega, Esteno era uma das três górgonas junto com suas irmãs Euríale e Medusa, e era caracterizada por sua enorme força.

Segundo a lenda, Esteno, como suas irmãs, era um monstro nascido dos deuses marinhos Forcis e Ceto,[1] ainda que outras fontes dizem que de Poseidón e Equidna.[2]

Tinha forma de mulher de enormes dimensões, com a cabeça cheia de serpentes vivas em lugar de cabelos, garras de bronze, asas de ouro, e língua de serpente.

Assim como sua irmã Euríale é imortal, a diferença de Medusa, cujo pescoço foi cortado por Perseu.

Esteno era a mais independente e selvagem das três górgonas, sendo a que mais causava morte aos humanos. Nem sequer era superada pela temida Medusa, a quem foi-lhe outorgada a mirada petrificante como proteção por não ser imortal.

Esteno possui uma grande força física e mental: tem a habilidade de concentrar sua energia mental na mirada, fazendo-a capaz de atrapar as energias próximas a sua ao redor hipnotizando a seus agressores e detendo no ato.

Seu trabalho era proteger vários oráculos com pítias, encantadoras de serpentes, que representavam a força e não a adivinhação. Em honra a Esteno e a Euríale faziam-se sacrifícios, que consistiam em encher com sangue ritual os alicerces de esquinas, pilares e paredes de templos para lhes outorgar estabilidade e força.

O sangue de Esteno possui as qualidades de dar vida (se era obtida do lado direito) ou a morte (se era obtida do lado esquerdo).

Em termos religiosos, Esteno era caracterizada pela serpentina letra "S", que representava a força infinita, o tempo (com freqüência Esteno era representada com duas caras, olhando ao passado e ao futuro ao mesmo tempo), e as portas dimensionais ao reino da morte.

Esteno era a mais velha das três Górgonas, e nasceu nas cavernas que ficam em baixo do Olimpo.

Escrito por: Leonardo Neves e Carlos Lira.